Atire a primeira pedra quem nunca falou uma grande bobagem. Asneiras estão por toda
parte: nos discursos políticos,nas declarações dos famosos,nas placas e nos cartazes espalhados pelas ruas. Para alegria de uns e vergonha de outros, maisdo que colecionar as besteirasditas por aí, a psicóloga Andréa Cordoniz reuniu boa parte delasno livro “Clube das Asneiras”. “É um compêndio de idiotices nacionais e importadas. Tenho certeza que as pessoas vão seidentificar com as diversas mancadas que selecionei”, afirma.
Leia trechos da entrevista de Andréa Cordoniz para o A GAZETA
Quando e como você começou a colecionar asneiras?
Comecei há muitos anos. Na adolescência, conheci um grupo de pessoas que era uma fonte inesgotável de asneiras, o que despertou em mim um interesse especial pelo assunto. Mais tarde, fui trabalhar numa empresa de grande porte onde convivia diariamente com inúmeras pessoas, e o repertório de asneiras foi aumentando
significativamente.
Quais foram suas fontes?
Asneiras nos espreitam todo o tempo, em jornais, revistas, programas de TV, internet, livros, conversas com amigos... Muitas, por exemplo, ouvi quando estava na fila do supermercado ou em alguma loja. Outra boa fonte de que dispus foram os amigos, parentes e conhecidos. Depois que me tornei uma “asneiróloga juramentada”, minha fama se espalhou, e diversas pessoas passaram a contribuir. Teve até um caso curioso: um dia recebi um email de uma mulher contando em detalhes uma asneira proferida por seu pai, um político conhecido, pedindo, claro, que eu jamais revelasse ter sido ela afonte. Resumindo, para criar o“Clube das Asneiras” dediquei-me a separar o joio do trigo e ficar com o joio.
Trechos da entrevista de Anréa cordoniz para o jornal A GAZETA de Vitória ES
Matéria da "Revista Quem"
Acredito que o livro além de engraçado e interessante, nos ajudará a refletir, que devemos pensar antes de falar. Mas se cometeu um deslize, como a própria Andréa aconselha, ria muito da besteira cometida...
EDITORA MATRIX